Alguns terapeutas estão criando seus próprios “avatares” em jogos online, como o World of Warcraft, na esperança de tratar jovens viciados no mundo virtual.
Especialistas disseram que muitos jogos online multiplayer, em que os jogadores batalham contra os inimigos por armas e recompensas, são tão viciantes quanto crack cocaína.
Dr. Richard Graham, um consultor psiquiátrico do Tavistock Centre em Londres, está tão preocupado que ele planeja fornecer terapia online para esses jovens que estão gastando tanto tempo jogando estes jogos e que acabaram perdendo contato com o mundo real.
Um recente relátorio da Sweden’s Youth Care Foundation descreve World of Warcraft como “mais viciante do que crack cocaína.” O jogo, que atrai quase 12 milhões de jogadores a cada mês, é configurado em um ambiante fantasioso, onde os usuários se tornão anões, elfos e feiticeiros, interagindo com outros jogadores através do mundo virtual.
Dr Graham disse que alguns jogadores estavam tão viciados em jogos online multiplayer que eles jogavam até 16 horas por dia, conduzindo-os a negligenciar a sua vida social e a educação.
Ele apelou a Blizzard Entertainment, à empresa que faz World of Warcraft, à renunciar ou descontar os custos associados a quem começasse a entrar no jogo, assim os terapeutas poderiam se comunicar com mais facilidade com os jogadores em situação de risco no seu ambiente preferido. “Iremos lançar este projeto até ao final do ano. Eu acho que é já evidente que psiquiatras terão de permanecer dentro dos parâmetros do jogo. Eles certamente não andariam pelo jogo em casacos brancos (o que seria mais engraçado) e teriam que usar os mesmos personagens disponíveis para os outros jogadores”, disse Dr Graham. “Claro que um problema que nós teremos de superar, é que, enquanto um psiquiatra se sobressai no que ele faz no mundo real, eles provavelmente não vai se sair tão bem jogando World of Warcraft. Nós teremos que trabalhar nisso se quisermos se passar por esses que jogam esse jogo por horas a fio.” Uma solução proposta pelo Dr Graham, é contratar jogadores já existentes, ele disse que o vício em internet era muito difícil de identificar. Aqueles afetados não exibem os mesmos sinais aparentes como a maioria dos adolescentes com comportamentos anti-sociais fazem, porque eles estão em seus quartos na maior parte do tempo, aparentemente fora de perigo. Por causa disso, não podemos passar a eles no ambiente escolar tradicional ou se intrometer em seus quartos, nós temos de transformar a internet em si para conduzir esse problemas.”
Frase de um usuário do jogo: “Estou ansioso para que esses caras não tenham qualquer sucesso, e que seus personagens sejam mortos.
Recuso-me a nunca jogar.”

World of Warcraft
Eu acho que os jogadores, tanto de Warcraft quanto de outro jogos online, não estariam tão dispostos assim a se desviciar logo de cara (dá para tirar uma base geral apenas lendo o que esse jogador disse), nem de ajudar esses psiquiatras (que tem a das melhores intenções). Tenho minhas dúvidas de que esse projeto vá para frente, e se adotado por jogadores, tenho certeza de que será uma minoria. Já pensou se a moda pega?
Fonte: Jornal Telegraph.

